• Como entender a saúde do seu filho sem o estresse das agulhas: uma ferramenta complementar, não invasiva e educativa

    No cuidado com a saúde, é fundamental unir ciência, ética, cautela e acolhimento. No nosso consultório, buscamos sempre utilizar recursos que ajudem a compreender o contexto global do paciente, sem promessas irreais e sem substituir métodos diagnósticos reconhecidos.

    Dentro dessa proposta, oferecemos a avaliação orientativa de saúde ambiental por espectrofotometria, uma ferramenta não invasiva, que pode ser utilizada tanto em crianças quanto em adultos, com finalidade educativa e complementar.

    O que é essa avaliação?

    Trata-se de uma avaliação realizada por meio de um equipamento que utiliza espectrofotometria, aplicada de forma externa, sem agulhas, sem dor e sem coleta de sangue ou urina.
    Ela observa padrões indiretos relacionados a minerais e metais, que podem refletir influências do ambiente, da alimentação e da rotina.

    É importante deixar claro desde o início:
    👉 esta avaliação não é um exame diagnóstico e não substitui exames laboratoriais, como análises de sangue ou urina.

    Qual é o objetivo da avaliação?

    Ela nos ajuda a:

    • Conversar sobre hábitos alimentares
    • Avaliar o contexto ambiental
    • Observar rotina, estilo de vida e exposições possíveis
    • Decidir, com critério e cautela, se existe necessidade de investigar algo mais profundamente, utilizando exames laboratoriais, quando indicado.

    Ou seja, ela funciona como um ponto de partida para o diálogo, não como um ponto final ou uma conclusão clínica.

    Para quem essa avaliação pode ser útil?

    A avaliação pode ser utilizada em diferentes perfis de pacientes, sempre de forma individualizada:

    • Crianças sem diagnóstico específico, mas com alimentação seletiva
    • Crianças com seletividade alimentar importante, dificuldades sensoriais ou resistência a exames invasivos
    • Crianças com TDAH, como parte de uma abordagem ampliada de saúde e rotina (sem caráter diagnóstico)
    • Crianças com APLV ou outras restrições alimentares, onde o acompanhamento nutricional cuidadoso é essencial
    • Adultos interessados em compreender melhor hábitos, ambiente e estilo de vida
    • Pessoas que buscam uma abordagem preventiva e educativa, e não tratamentos imediatos

    Em todos os casos, o exame não tem como finalidade explicar diagnósticos, nem apontar causas de condições neurológicas, comportamentais ou clínicas.

    O que este exame NÃO faz

    Para garantir transparência e segurança, é fundamental esclarecer que esta avaliação:

    • ❌ Não diagnostica doenças
    • ❌ Não identifica causas de autismo, TDAH ou qualquer outro transtorno
    • ❌ Não confirma intoxicação por metais
    • ❌ Não define deficiências nutricionais
    • ❌ Não indica tratamentos, suplementações, “detox” ou quelação
    • ❌ Não substitui avaliação médica, nutricional ou exames laboratoriais

    Os resultados não significam doença, nem devem ser interpretados isoladamente.

    Como os resultados são interpretados?

    Os resultados são apresentados como tendências e variações, que precisam sempre ser analisadas dentro de um contexto clínico amplo, considerando:

    • História de vida
    • Alimentação
    • Ambiente
    • Rotina
    • Sintomas (quando presentes)

    Qualquer decisão sobre investigação adicional nunca é tomada com base apenas nesta avaliação, mas sim a partir de uma análise cuidadosa e responsável.

    Por que utilizar uma ferramenta não invasiva, especialmente em crianças?

    Muitas crianças — especialmente aquelas com seletividade alimentar, hipersensibilidade sensorial, TDAH ou outras particularidades — apresentam grande dificuldade com exames invasivos.

    Essa avaliação tem como vantagens:

    • Ser rápida
    • Ser indolor
    • Não gerar estresse
    • Ser bem tolerada por crianças sensíveis
    • Facilitar o vínculo e a escuta ativa

    Ela não substitui exames, mas pode ajudar a decidir se e quando eles realmente são necessários.

    Compromisso com ética, ciência e cuidado individualizado

    No nosso consultório, não trabalhamos com promessas de cura, soluções mágicas ou explicações simplistas para condições complexas.
    A saúde — especialmente na infância — exige responsabilidade, base científica e respeito à individualidade de cada paciente e família.

    A avaliação orientativa de saúde ambiental é utilizada exclusivamente dentro desses princípios, como um recurso complementar, educativo e opcional.

    Se você tiver dúvidas sobre essa avaliação ou quiser saber se ela faz sentido no seu caso ou no caso do seu filho(a), ficaremos felizes em conversar com calma e transparência.

    Cuidar da saúde é um processo. Informação, ética e diálogo fazem parte dele.